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Vacina contra Hepatite B: há necessidade de um reforço na adolescência?

 

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Estudos desenvolvidos com adolescentes e adultos jovens, todos vacinados contra hepatite B logo após o nascimento, têm observado que, com o tempo, os títulos de anticorpos diminuem e o risco de contrair a doença passa, novamente, a existir. Muitos destes adolescentes e jovens adultos são assintomáticos, não sabem que são portadores do vírus e acabam por transmití-lo a outras pessoas.

 

Um estudo avaliou 2199 crianças e adolescentes entre  5 a 17 anos de idade  e também 1592 crianças entre 3 e 7 anos de idade, todos vacinados ao nascimento e  investigou quantos destes tinham sorologia positiva para o virus B (HBSAg ou antígeno de superfície), além de investigarem também seus familiares.

O resultado  demonstrou a presença de 22,9% de adolescentes soropositivos assintomáticos, ou seja, portadores do vírus (HBSAg +), mesmo sendo vacinados quando bebês. Esse fenômeno tem direcionado a comunidade científica internacional a recomendar uma quarta dose da vacina de hepatite B na adolescência.

 

Outro estudo, desenvolvido na França, avaliou a necessidade de uma dose de reforço da vacina de hepatite B em jovens profissionais de saúde que, embora tenham sido vacinados ao nascimento, apresentavam anticorpos de longo prazo em número inferior ao preconizado e por isso teriam risco de se infectar com o vírus B.
Após uma quarta dose da vacina (reforço), esses anticorpos aumentaram para níveis protetores em 90%. 

 

A hepatite B é uma doença sexualmente transmissível e a única forma de prevení-la e a vacinação logo após o nascimento é uma medida de segurança comprovadamente eficaz, para se evitar a transmissão materno-fetal, mas com o passar do tempo, os títulos de anticorpos contra o vírus B diminuem, retornando o risco de se contrair a doença, principalmente na adolescência e vida adulta, quando os indivíduos são sexualmente ativos.

 

Dra. Maria do Carmo Duarte Oliveira
Médica Responsável Técnica
Clínica de Vacinas imunity
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Referências Bibliográficas

 

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1 Guangxi Zhuang Autonomous Region Center for Disease Prevention and Control Guangxi Key Laboratory for the Prevention and Control of Viral Hepatitis Nanning >Guangxi> China 
2 School of Preclinical Medicine Guangxi Medical University Nanning >Guangxi> China 
3 Division of Medicine UCL Medical School London UK
ASYMPTOMATIC HEPATITIS B CARRIERS WHO WERE VACCINATED AT BIRTH

 Journal of Medical Virology 2019; AOP: 10.1002/jmv.25461

 

2.Luca Coppeta 1,*, Andrea Pompei 2, Ottavia Balbi 1, Ludovico M. De Zordo 1, Federica Mormone 1, Sara Policardo 1, Piergiorgio Lieto 1, Antonio Pietroiusti 1 and Andrea Magrini 1

1 Department of Occupational Medicine, University of Rome Tor Vergata, Viale Oxford 81, 00188 Roma, Italy

2 Department of Occupational Diseases, Toulouse University Hospital, Bâtiment Turiaf, Place du Dr Baylac, 31059, Toulouse Cedex 9, France
Persistence of Immunity for Hepatitis B Virus among Heathcare Workers and Italian Medical Students 20 Years after Vaccination. 
Vaccine Volume 36, Issue 24, 7 June 2018, Pages 3533-3540

 

3.Zhen-Zi Wang, Yu-Hua Gao, Wei Lu, Cun-Duo Jin, Ying Zeng, Ling Yan, Feng Ding, Tong Li, Xue-En Liu & Hui Zhuang

Long-term persistence in protection and response to a hepatitis B vaccine booster among adolescents immunized in infancyinthe western region of China. 

Journal Human Vaccines & Immunotherapeutics  Volume 13, 2017 - Issue 4