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VACINAS CONTRA HEPATITES VIRAIS 

 

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VACINA CONTRA HEPATITE A

 

É uma vacina composta de vírus inativados ou mortos e dá proteção contra a hepatite aguda pelo vírus A, que é transmitido por água e alimentos. Embora esta forma de hepatite seja mais comum em crianças abaixo dos 5 anos de idade, quando se manifesta na vida adulta, tem maior probabilidade de evoluir para a insuficiência hep';atica fulminante.

O Brasil , com endemicidade moderda, ainda apresenta muitos casos de hepatite A e os principais veículos de transmissão são: manipulação de alimentos em restyaurantes, água do mar, areia da praia, piscinas não filtradas por ozônio e também através de relação sexual (sexo oral)

A vacina contra Hepatite A faz parte do calendário de vacinaões doa criança e do adulto e é muito segura e eficaz, quase não causando reações. 

Doses da vacina Hepatite A

Criança:   Duas doses com 12 e 18 meses de idade (pelo calendário da Sociedade Brasileira de Pediatria)

                 Duas doses, com 15 meses e 4 anos de idade (pelo calendário do Programa Nacional de Imunizações)

Criança maior, adolscente ou adulto podem receber a vacina  em qualquer faixa etária, desde que não tenham vacinados anteriormente. São oindicadas duas doses com intervalo de 06 meses.

 

 

 

PREVENÇÃO DO CÂNCER DEVIDO A  HEPATITES DE TRANSMISSÃO SEXUAL

 

Na revista científica o The Lancet, Jeffrey Stanaway  e colaboradores publicaram recentemente, um estudo sobre a morbidade e a mortalidade global das hepatites virais de 1990 a 2013. 

A conclusão desta análise demonstrou cerca de 1.45  milhões de mortes (95% de IC: 1.38–1.54) in 2013, ou seja, 63% (95% de IC; 52–75) , quando comparado com a estimativa de 1990  em que a mortalidade era de 0.89 milhões.

 

Tanto a morbidade quanto a mortalidade por hepatites virais têm aumentado progressivamente e isso se refere principalmente às hepatites B e C (96% e 91% respectivamente). Tais vírus causam infecção crônica, com insuficiência hepática, evoluindo para a cirrose e o carcinoma hepato celular, ou seja, o câncer.

 

A Hepatite B é determinada, principalmente, através de relações sexuais e a hepatite C, através de contato sanguíneo.

Quanto à hepatite A, pensava-se, até pouco tempo, que sua transmissão ocorresse mais comumente, por ingestão de água e alimento contaminados, hoje se sabe que também tem sido transmitida através de contato sexual oral, acometendo várias regiões do planeta. 

 

Essa é uma das maiores preocupações da Organização Mundial de Saúde e que estas situação global requer medidas de urgência, tanto nacionais quanto internacionais, para a prevenção de novas infecções (vacinação, hábitos de vida seguros e redução do risco) além da melhora do tratamento de 400 milhões de pessoas com hepatite B e C em todo o planeta.

 

 


META DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE:
REDUÇÃO DE NOVOS CASOS DE HEPATITES E MORTES DEVIDO A HEPATITES CRÔNICAS B E C: ENTRE 2016 E 2030

 

A OMS tem como meta a redução de novas infecções em 90% e de mortes em 65% através dos tópicos::

 

1. Aumentar a vacinação infantil
2. Prevenir a transmissão materno-infantil
3. Conscientizar quanto ao uso de seringas e equipamentos seguros
4. Redução do índice de risco em serviços de saúde
5. Melhor diagnóestico e tratamento

 

Existe vacina contra hepatite B e também contra hepatite A, mas ainda o índice de imunização global continua insatisfatório. A implementação global e regional de programas de vacinação e a conscientização de que a vacina pode evitar as complicações da doença ainda deixam a desejar.

 

HEPATITE B E A TRANSMISSÃO MATERNO-FETAL

A hepatite B  ainda acomete milhares de brasileiros e muitas mulheres infectadas ainda transmitem o vírus B a seus fetos, durante a gestação. Embora haja vacina disponível em todo o país, muitos ainda não são vacinados. Uma gestante infectada, muitas vezes não sabe que está doente, pois permanece assintomática durante muitos anos.

Através da circulação placentária, os vírus B da hepatite (e também os C) são transferidos ao feto com grande possibilidade de já nascerem com insuficiência hepatica e evoluírem para a cirrose e o câncer de fígado nos primeiros meses de vida.

Essa realidade, infelizmente ainda ocorre em todo o planeta e também no Brasil.

 

 

Referências bibliográficas
 

1. Yuen, Man-Fung; Chen, Ding-Shinn; Dusheiko, Geoffrey M; Janssen, Harry L A; Lau, Daryl T Y; Locarnini, Stephen A; Peters, Marion G; Lai, ChingLungHepatitis B virus infection.  Nat Rev Dis Primers; 4: 18035, 2018 Jun 07.
 

2. Drazilova, Sylvia; Janicko, Martin; Kristian, Pavol; Schreter, Ivan; Halanova, Monika; Urbancikova, Ingrid; Madarasova-Geckova, Andrea; Marekova, Maria; Pella, Daniel; Jarcuska, PeterPrevalence and Risk Factors for Hepatitis B Virus Infection in Roma and Non-Roma People in Slovakia.  Int J Environ Res Public Health; 15(5)2018 May 22.
 

3.  Global prevalence, treatment, and prevention of hepatitis B virus infection in 2016: a modelling study.  Lancet Gastroenterol Hepatol; 3(6): 383-403, 2018 Jun.
 

4-  Maucort-Boulch, Delphine; de Martel, Catherine; Franceschi, Silvia; Plummer, Martyn.Fraction and incidence of liver cancer attributable to hepatitis B and C viruses worldwide.  Int J Cancer; 142(12): 2471-2477, 2018 Jun 15.

 

5-   http://www.who.int/hepatitis/strategy2016-2021/portal/en/

 

 

Dra. Maria do Carmo Duarte Oliveira
Médica Responsável Técnica
Clínica de Vacinas imunity