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O que é herpes zoster  e como pode ser prevenido

 

 

Zoster, conhecida no Brasil como herpes zoster ou “cobreiro”, é uma doença infectocontagiosa que acomete uma em cada três pessoas, pelo menos uma vez na vida.

Estudos sobre a incidência de zoster – dados mundiais:

Estados Unidos: cerca de 01 milhão de casos a cada ano.

Europa:

1 caso em cada 1000 crianças menores de 10 anos de idade

2 casos em cada 1000 adultos menores e 40 anos

1 a 4 casos em 1000 adultos entre 40 a 50 anos de idade

7 a 8 casos em cada 1000 adultos maiores de 50 anos

10 casos ou mais em cada 1000 idosos acima de 80 anos

 

Espanha:

relatados 4,6 casos de zoster para cada 1000 pessoas entre 70-79 anos de idade e cerca de 7 casos para cada 100 exigiram internação hospitalar.

Herpes zoster é causado pelo vírus Varicella zoster, responsável pela catapora.

O vírus Varicella zoster, causa, portanto, duas infecções no ser humano: a primeira, com maior frequência na infância, é a varicela ou catapora e a outra é o Herpes zoster (ou zoster), de manifestação tardia.

Qualquer pessoa que teve varicela (catapora) em alguma fase de sua vida pode desenvolver Zoster futuramente, inclusive crianças, mas pessoas acima de 50 anos têm maior predisposição a desenvolvê-la. Mais da metade dos casos de zoster ocorre em pessoas com 60 anos ou mais.

Portadores de alguma condição que diminua a função do sistema imunológico  como:  situações de stress intenso, alguns tipos de câncer, diabetes, ou que estejam recebendo tratamento com medicamentos que diminuem a imunidade, como corticoides e outras drogas após transplante têm maior risco de desenvolver  zoster.

 

Sobre o vírus Varicella zoster

 

O vírus Varicella zoster é classificado como um membro do gênero Varicellovirus, derivado da sub-família dos  alfa herpes virus humanos que deriva, por sua vez, da família dos Herpervirus.

Não é o mesmo vírus causador das lesões de pele, mucosas oral, nasal, ocular e genital, decorrentes do vírus herpes simplex, embora tanto o Vírus Varicella zoster como o vírus Herpes simplex pertençam à mesma família.
 

Ainda não há uma vacina para herpes simplex, mas há vacina segura e eficaz contra o herpes zoster.
 

A Varicela (catapora) é a infecção primária causada pelo vírus Varicella zoster, que permanece no organismo de forma latente (no gânglio dorsal) por muitos anos após a cura da catapora e irá se reativar quando houver situações oportunas, causando assim a infecção secundária, ou seja, o herpes zoster.

Anos e até décadas após ter sido curada a catapora, o vírus se reativa atingindo os nervos periféricos (região intercostal, periocular, facial), causando dor intensa seguida de vesículas em forma de cacho de uva, que aparecem de modo unilateral (acometem um lado do corpo).
 

Sintomas e sinais do herpes zoster
Sintomas iniciais são inespecíficos, como dor de cabeça, fotofobia, cansaço, febre, seguidas de sensações de formigamento, dor ou coceira (sensação de picadas de agulhas) que acometem geralmente regiões de terminações nervosas, como na região intercostal, periocular ou facial (geralmente de um lado),  com sensações de arrepios no local, mesmo sem a presença de lesões aparentes.

 

Rash cutâneo do herpes zoster

• É unilateral e pode aparecer mais comumente no tórax, pescoço, olhos, face.

• Inicialmente na forma de pequenas manchas e pápulas avermelhadas que evoluem para vesículas após vários dias, secretando líquido transparente que posteriormente irão se transformar em crostas, resolvendo-se em média, dentro de 2-4 semanas ou mais.

Ocasionalmente, o rash não chega a se desenvolver, ficando somente a sensação dolorosa.

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Complicações decorrentes do herpes zoster

 

1-Neuralgia pós-herpética

Quando dor intensa permanece por mais de 30 dias (ocorre em 18-30% dos casos), que pode ser leve ou insuportável, constante ou intermitente, mesmo após o desaparecimento das lesões de pele.

Pode surgir após um estímulo trivial e persistir por semanas, meses ou anos, impedindo o sono, prejudicando o humor, o trabalho e outras atividades cotidianas, a vida social e levar à depressão.

Maiores de 50 anos de idade têm maior risco de desenvolver a neuralgia pós-herpética, além de dores mais intensas além do acometimento dos nervos trigêmeos e oftálmico.

 

2- Herpes Zoster Ocular

Acomete o nervo oftálmico em 15 % dos casos e pode ocorrer quando este nervo é principalmente um ramo do nervo trigêmeo. Se não for tratado, 50 a % dos casos podem evoluis para a diminuição visual até cegueira.

 

3- Complicações neurológicas

Inflamações severas em todo o sistema nervoso podem ocorrer, como mielites, encefalites, ventriculites, meningites, paralisia de nervos cranianos e isquemia cerebral.

4. Complicações psiquiátricas pós zoster
Além da depressão, que pode estar relacionada à dor constante, há estudos que demonstram uma maior predisposição à dem6encia em pessoas que tiveram episódios de zoster no passado, principalammente nos casos não tratados com drogas antivirais.

 


5. Viremia

É a disseminação cutânea do vírus Varicella zoster levando a infecções em outros órgãos do corpo: pneumonia, hepatite,  coagulação intravascular disseminada.

 

6. Complicações dermatológicas decorrentes do herpes zoster

Podem ocorrer infecções secundárias, causadas por bactérias, muitas vezes exigindo tratamento hospitalar para administração de antibióticos endovenosos.

Hiperpigmentação da pele no local das lesões também pode ocorrer.

De que modo é transmitido?

 

O Herpes zoster é contagioso?
Pessoas infectadas podem transmitir varicela (catapora) a pessoas que nunca tiveram a doença.  Estas irão desenvolver a doença primária (catapora ou varicela) e não propriamente o herpes zoster. Essa situação é muito comum quando avós têm herpes zoster e convivem com netos que ainda não foram vacinados contra varicela . A chance dessas crianças desenvolver varicela é alta.
A transmissão se dá através do contato com as lesões e também pela disseminação viral através do ar acometendo pessoas que respiram próximas aos doentes.

O período de transmissão ocorre quando há o rash cutâneo até a cicatrização da última lesão.

 

 

Existem outros fatores de risco para se desenvolver zoster?

Além da idade (acima de 50 anos), imunossupressão decorrente de medicamentos ou infecções, diabetes ou transplante de medula, mulheres têm maior predisposição que homens e brancos têm duas vezes mais chance de desenvolver zoster que negros. Também há maior risco em pacientes pós-cirúrgicos e estes devem estar afastados de doentes com zoster.

Crianças que desenvolvem catapora (varicela) precocemente, na fase neonatal ou primeiros meses de idade, têm maior predisposição ao zoster ainda na infância.

Vacinação contra herpes zoster

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Vacina contra herpes zoster

Atualmente, a vacina contra herpes zoster licenciada pela ANVISA para utilização no Brasil (na rede privada) está recomendada a pessoas acima de 50 anos de idade e pode prevenir a doença em 51% e suas complicações em até 67%, principalmente a neuralgia pós-herpética, diminuindo as internações hospitalares e melhorando a qualidade de vida.

 

 

Pesquisas realizadas com pacientes portadores de zoster demonstrou que a vacinação diminuiu o índice de depressão causada pelos sintomas da doença e consequentemente, houve uma menor necessidade de tratamento com a utilização de drogas anti-depressivas.

 

 

 

Quais o fatores de risco para o HERPES ZOSTER

 

Cerca de 3.450 estudos publicados sobre herpes zoster puderam demonstrar os principais fatores de risco  para se desenvolver essa doença severa:

 

Homens e mulheres acima de 50 anos

Mulheres têm 1,31 mais vezes chance de desenvolver, comparativamente aos homens.

Pessoas negras têm maior predisposição (0,54 vezes a mais).

História familiar da infecção também eleva o risco em 3,95 vezes.

 

Doenças autoimunes também aumentam a incidência de herpes zoster:

 

Artrite reumatoide: 1,67 vezes

Lupus eritematoso: 2,10 vezes

Outras situações:

Asma: 1,13 vezes

Diabetes mellitus: 1,30 vezes

Doença pulmonar obstrutiva crônica: 1,22 vezes

 

vacinação contra herpes zoster é fundamental acima dos 50 anos de idade, sendo indicada para essa faixa etária, segundo a maior parte dos estudos.
sempre vale a pena se imunizar contra essa doen;ça severa, pois a importância da vacina se refere, principalmente à prevenção das complicações.


Dra. Maria do Carmo Duarte Oliveira

Médica Responsável Técnica

Clínica de Vacinas imunity®

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Email the author ScD Kosuke Kawai
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