ANVISA altera as recomendações  da vacina da DENGUE

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Vacina da Dengue no Brasil

 

A Clínica imunity, especializada em proteção contra doenças infectocontagiosas através de imunização ativa e passiva há 18 anos, vem esclarecer aos seus pacientes a respeito da determinação feita pela ANVISA nessa quarta-feira, dia 29 de Novembro de 2017.

 

Até então, a Organização mundial de Saúde e  ANVISA recomendavam a vacina contra dengue para todas as pessoas entre 9 a 45 anos de idade e a partir de 29 de Novembro de 2017, a ANVISA a recomendá-la somente para indivíduos que já tiveram dengue (soropositivos). 

 

Após serem publicados os resultados de pesquisas realizadas pela Sanofi durante 10 anos e com mais de 40 mil indivíduos, abrangendo áreas de maior endemicidade da doença com Ásia e América Latina (total de 11 países), iniciou-se a vacinação contra dengue no Brasil, com o aval da ANVISA, para utilização na rede privada (com exceção do Estado do Paraná, que a utiliza no seu Programa deVacinação Estadual).

 

A maior parte dos estudos com a Dengvaxia demonstraram eficácia  > 80% para indivíduos que já tinham contraído dengue no passado e em torno de 50% para aqueles que nunca haviam desenvolvido a doença. Quanto à segurança da vacina, a maior parte dos estudos reportaram  reações locais e sistêmicas leves, sendo indicada para a faixa etária de 9 a 45 anos de idade, embora também tenha sido segura e eficaz para maiores faixas etárias. 

 

Quando se desenvolve uma vacina, muitos estudos são realizados,  em média, por 6  a 8 anos, antes de ser utilizada ( no caso da Degvaxia, foram 10 anos). Estudos de fase I, II e III,  são realizados, para garantir se a mesma será segura e garantirá proteção para a população.  Outras vacinas de dengue estão em desenvolvimento em todo o mundo, inclusive no Brasil, mas apenas a Dengvaxia apresentou, até agora todos os estudos finalizados, e passou a ser adotada em muitos países.

Os estudos de longo prazo continuam após a  utilização da vacina na população humana  e o tempo e a resposta clínica da população vacinada continuarão a esclarecer o tempo de proteção, a resposta individual de cada vacinado e o impacto na saúde pública.

 

Pesquisas realizadas na Ásia - Pacíffico (incluindo Austrália) e na América Latina, reportaram a presença de infeção em crianças entre 1 a 3 anos). Nenhuma dessas crianças tiveram dengue antes da vacinação. 

Cinquenta em cada  1000 vacinados (0,5%),  e que não tinham desenvolvido dengue antes da vacinação, evoluíram com sintomas da dengue porteriormente à vacina. Um estudo demonstrou menor eficácia da vacina em crianças entre 9 e 11 anos de idade, que apresentaram internações hospitalares.

 

 

ADE - um fenômeno conhecido em laboratório, poderia explicar o fato de indivíduos soronegativos e vacinados desenvolverem infecção?

 

ADE (antibody-dependent enhancement), que significa  uma exacerbação de um fenômeno clínico dependente da ação de anticorpos que não têm capacidade plena para neutralizar microrganismos, os anticorpos subneutralizantes. 

Essa  é uma das hipóteses aceitas pela comunidade científica, para explicar o que pode ter acontecido com os indivíduos nunca antes infectados e que desenvolveram infecção após a vacinação contra dengue.

 

Após um primeiro contato com o vírus da dengue através da vacina, o sistema imune poderá produzir anticorpos neutralizantes (que irão dar proteção contra a doença, atacando o agente causador) ou então, produzir anticorpos sub-neutralizantes (incapazes de proteger integralmente e que podem desencadear doença se o indivíduo tiver um segundo contato com o vírus da dengue, seja por infecção ou vacinação).

 

Anticorpos sub-neutralizantes, produzidos após as doses da vacina, podem se ligar  a outros componentes do sistema imunológico, como proteínas ( opsoninas FcyRs), com células (monócitos, macrófagos e células dendríticas) formando imune-complexos, que em determinada concentração, podem ter a capacidade de acarretar infecção, invés de proteção?  


Em laboratório, os pesquisadores observaram (in vitro), que o fenômeno  ADE também pode ocorrer  com outras doenças virais como a s que ocorrem com o influenza, [21], o vírus coxsackievirus B [22], o vírus sincicial respiratório (da bronquiolite), o vírus ebola, o vírus da AIDS (HIV) e também com o Zika virus.

 

Pesquisadores também puderam evidenciar, que a transferência desses anticorpos subneutralizantes de ratas gestantes infectadas para seus fetos, através da placenta ou do leite materno, acarretava um aumento da viremia fetal (aumento da replicação viral), resultando em infecção severa. (31).
 

Monócitos de recém-nascidos e de adultos, podem expressar em sua superfície, proteínas  (FcγRI and FcγRIIA) que se ligam ao vírus da dengue  e também aos anticorpos subneutralizantes, impedindo que o vírus seja emglobado por macrófagos e então destruídos.  

Outras células do sistema imune parecem estar envolvidas. Aventa-se a hipótese de que linfócitos T citotóxicos parcialmente protetivos podem liberar citocinas que irão aumentar a inflamação e o dano tecidual.

 

Esses achados científicos foram observados com a dengue de uma doença muito complexa e ainda muito pouco endendida. 

 

Quando um indivíduo já passou pela doença e é vacinado,  anticorpos com alta capacidade de neutralização são produzidos  em maior concentração que os anticorpos subneutralizantes impedindo uma segunda infecção ou dengue secundária, mas o tempo poder[a esclarecer essa e  outras hipóteses.

 

 

Posição da Clínica imunity

 

A dengue é uma doença cada vez mais frequente em países de clima tropical,  e considerada de alta endemicidade no Brasil. Todos os demais recursos e alternativas, além da vacinação não são suficientes para a diminuição dos casos de dengue e suas scomplicações  severas, portanto, a Clínica imunity continuará administrando a vacina, porém, até que mais estudos sejam publicados,  somente em pacientes que já tiveram dengue (soropositivos) e que nunca tenham recebido a vacina anteriormente, sob apresentação de resultado de teste sorológico positivo.

 

Cerca de 75% dos indivíduos em regiões endêmicas, têm a possibilidade de ter desenvolvido dengue de forma assintomática.  Os testes sorológico poderão auxiliar no diagnóstico diferencial com outras arboviroses como  Chikungunia, Zika e Febre amarela, que  apresentam sintomas idênticos.

 

Os pacientes já vacinados e que completaram as doses da vacina estão, a partir de agora  sob vigilância, tanto da parte da ANVISA como do Laboratório Sanofi e da Clínica imunity.  Estudos recentes fornecidos pela Sanofi demonstram a possibilidade de uma pequena paorcentagem (0,5%) não alcançarem suficiente proteção e que, futuramente ( entre 1 a 5 anos após), sendo expostos ao vírus selvagem  poderão desenvolver a doença.
 

A vacina não causa a dengue, mas os indivíduos soronegativos e que foram vacinados, podem ter desenvolvido dengue, será devido ao vírus selvagem e não ao vírus vacinal. 
 

Aqueles que iniciaram a vacinação e ainda tem doses a completar, têm a recomendação da Sanofi Pasteur, de completarem as demais doses.
 

É importante ressaltar que, a  Clínica imunity estára realizando a vacinação somente sob apresentação de receituário médico  e/ ou resultado de teste soológico em pessoas que tiveram dengue previamnte à vacinação
Iremos avaliar, caso a caso, cada indivíduo a ser vacinado e os riscos/benefícios da vacina.

 

 Dependemos do tempo, das evidências científicas e dos dados epidemiológicos da doença, que poderão auxilar na avaliação dos risco& benefício, nossa posição poderá ser alterada.

 

 

Posição da Sanofi pasteur

 

A posição da Sanofi Pasteur é de dar continuidade às demais doses da vacina da dengue para que  se atinja um maior porcentagem de anticorpos neutralizantes com um número maior doses além de contribuir para a proteção indireta de outras pesoas não vacinadas (imunidade de rebanho).

 


Dra. Maria do Carmo Duarte Oliveira
Médica - Responsável Técnica

 

 

 

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Abaixo, o link da ANVISA com informações para o público.


http://portal.anvisa.gov.br/web/guest/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/vacina-dengue-esclarecimentos/219201?p_p_auth=rBcSqAXy&inheritRedirect=false&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fweb%2Fguest%2Fnoticias%3Fp_p_auth%3DrBcSqAXy%26p_p_id%3D101_INSTANCE_FXrpx9qY7FbU%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3D_118_INSTANCE_dKu0997DQuKh__column-2%26p_p_col_count%3D1

 

Posição da Sociedade Brasileira de Imunizações  - Sbim

Esclarecimentos do Laboratório Sanofi Pasteur

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