Clínica de Vacinas imunity
 Vacinação Especializada

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Embora sempre existissem, os movimentos antivacinas continuam a veicular através de "fake news", nas redes sociais, informações não baseadas em evidência científica. Além de conturbar a população humana, esses movimentos acarretam um grave risco de doenças infectocontagiosas e o ressurgimento de novas epidemias.

 

A comunidade científica alerta quanto o perigo destas falsas informações, e no Brasil, o Conselho Regional de Medicina -  do Estado de São Paulo - CREMESP, Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Infectologia, Associação Brasileira de Alergia e Imunologia - ASBAI e Sociedade Brasileira de Imunizações, além do Ministério da Saúde, com o apoio da Organização Mundial da Saúde, têm desenvolvido, em conjunto, uma força tarefa para orientar e conscientizar  a população sobre a importância das vacinas e os efeitos prejudiciais que os movimentos antivacinas causam à saúde pública.
Muitos cientistas os consideram um retroscesopara o desenvolvimento humano.

 

Plotkin, que escreveu sobre a História das Vacinas, relata que, "...com exceção da água potável, nenhuma outra intervenção, nem mesmo os antibióticos, tiveram tamanha importância na reducão da mortalidade e no crescimento populacional."

 

Através das vacinas, pessoas deixaram de morrer por varíola, poliomielite, meningite por Haemophilus influenzae tipo b, controlou-se o sarampo e também a coqueluche em todo o planeta,  e no Brasil, a mortalidade infantil diminuiu drasticamente, após a introdução de novas vacinas.

 

Interessante averiguar que, esses movimentos antivacinas não comprovam suas elocubrações, causando pânico entre as pessoas, alegando que vacinas possam sobrecarregar o sistema imunológico, causar autismo ou outras reações graves. Nenhuma destas hiopóteses, porém, foi comprovada, enquanto infinitas informações científicas continuam a ser publicadas com a descoberta de vacinas cada vez mais eficazes e seguras, fundamentadas em muitos anos de pesquisa científica.

 

A falsa informação de que a vacina do sarampo pudesse causar autismo, veiculada por um ex-médico britânico, foi desmascarada  através da publicação de novos estudos científicos e o profissional perdeu o direito de exercer a medicina, pelo impacto negativo causado à saúde da população global. Infelizmente, por desinformação, muitas pessoas ainda deixam de se vacinar e vacinar seus filhos por causa dessa "fake news".

 

É inacreditável que, pessoas com alto nível sócio-econômico, possam aderir a esses movimentos, deixando seus filhos à mercê de inúmeras doenças evitáveis por vacinas. As consequências têm sido dramáticas: muitas doenças graves, antes controladas, voltaram a acometer a população humana, no Brasil e no mundo. O sarampo, a coqueluche, a caxumba, a poliomileite, ressurgiram com força, acarretando enorme preocupação à Organização Mundial da Saúde, e novas epidemias estão mais próximas do que esperamos.

 

Dúvidas comuns a respeito de vacinas:

 

 

Vacinas trazem reações graves e que podem levar à morte?

Não é verdade: Vacinas são muito seguras, eficazes e comprovadas cientificamente, após longo tempo de pesquisa, com altos investimentos e esforço. Reações ocorrem em uma minoria dos vacinados e são leves (dor no local da injeção e febre baixa), facilmente tratáveis. Em contra-partida, doenças as quais vacinas previnem, acarretam sequelas graves e à morte, em pessoas não vacinadas.

 

 

Vacinas têm tiomersal, composto derivado do mercúrio? Este é perigoso?

A grande maioria das vacinas atuais, não têm mais em sua composição o Tiomersal. Quando utilizado, este conservante está em doses muito baixas e somente em vacinas acondicionadas em frascos multidoses.
Na rede privada, as vacinas são monodose, portanto não necessitam desse conservante.

 

Quando meu bebê recebe várias vacinas ao mesmo tempo, existe o risco de sobrecarregar seu sistema imunológico?

As vacinas atuais, são desenvolvidas com quantidades ínfimas de substâncias que estimulam o sistema imunológico , suficientes para acarretar proteção, sem sobrecarga alguma.  É preferível receber  vacinas ao mesmo tempo, muitas em uma só aplicação, com menos dor por injeção. Estudos científicos comprovam que a tendência em vacinologia é desenvolver cada vez mais vacinas combinadas, mais eficazes seguras e com menos injeção.

 

A vacina combinada contra tétano, difteria e coqueluche pode causar morte súbita na infância?

Não. Pesquisas comprovaram que a probabilidade de morte súbita em crianças que receberam essa vacina é a mesma que na população nunca  vacinada. Por causa de "fake News" disseminadas em redes sociais, muitos pais deixaram de vacinar seus filhos e a coqueluche voltou a acometer e levar a óbito nossos bebês.

 

A vacina de HPV pode causar reação grave em adolescentes?

Muitos estudos multicêntricos, realizados em todo o planeta, comprovaram que a vacina de HPV é segura. A  infecção causdada pelo vírus papiloma (HPV) pode determinar vários tipos de câncer: câncer de boca, garganta, câncer de cabeça e pescoço, câncer de vagina, de vulva, câncer de pênis, câncer de ânus e reto.

 

A vacina da gripe causa gripe?

A vacina da gripe composta de vírus inativados ou mortos, não têm a capacidade de causarna doença. Somente vacinas com vírus influenza atenuados (utilizadas nos Estados Unidos, na forma de spray nasal), é que podem acarretar sintomas amenos, semelhantes à gripe. No Brasil, tais vacinas não têm licença para serem utilizadas.

 

 

Dra. Maria do Carmo Duarte Oliveira

Médica - Pediatra- Responsável Técnica - Clínica de Vacinas imunity

imunity@imunity.com.br

 

Fontes:

 

1.Revista Ser Médico, número 85- Ano XXI - Out/Nov/Dez - 2018 - Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, 12-26.

 

2.Nyhan, B et al. Effective message in vaccine promotion: a randomized trial: 2014. Pediatrics 133 (4) e 835-e842

 

3.Hendrix, KS et al. Vaccine message framing and parentsíntent to immunize their infantis for MMR, 2014. Pediatrics, 134(3): e675-e683

 

4. Plotikin SL & plotkin AS. A shorthistory of vaccination. In: Vaccines 6 edition. Elsevier pag 1 - 13, 2013

 

5. MS. Situação do sarmpo no Brasil - 2018. Informe 29. http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/outubro/31/Informe-Sarampo-29-30out18.pdf

 

6. MS.http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/sarampo-situacao-epidemiologica

 

7. http://www.sbp.com.br/filiada/goias/noticias/noticia/nid/movimento-antivacinas-pode-trazer-doencas-erradicadas-de-volta/

 

8. http://www.asbai.org.br/secao.asp?s=81&id=1257

 

9.https://sbim.org.br/midia/clippings/716-ansa-por-que-os-movimentos-antivacina-ganham-forca-no-mundo-30-04-2017

 

10. Azhar Hussain,corresponding author1 Syed Ali,2 Madiha Ahmed,3 and Sheharyar Hussain4. The Anti-vaccination Movement: A Regression in Modern Medicine.Cureus. 2018 Jul; 10(7): e2919.

Published online 2018 Jul 3. doi: 10.7759/cureus.2919

 

11. https://www.infectiousdiseaseadvisor.com/prevention/anti-vaccine-sentiment-social-media-opinion-validating/article/811235/

 

12. https://www.who.int/vaccine_safety/initiative/detection/immunization_misconceptions/en/

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