CLÍNICA DE VACINAS

         

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A Clínica de Vacinas imunity faz a coleta para o diagnóstico de IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS:

 

 

SCIDS - Imunodeficiência Combinada severa

Agamaglobulinemia

 

 

Esses exames são extremamente importantes para que se saiba se um bebê é ou não portador das imunodeficiências primárias descritas acima, logo após o nascimento.

 

Bebês com SCIDS, não apresentam sintoma algum de imunodeficiência ao nascimento, mas se forem imunizados com vacinas de microrganismos vivos, como a vacina BCG (aplicada de rotina nos primeiros dias de vida), terão um altíssimo risco de desenvolver infecções severas, causadas por vírus, bactérias e fungos, podendo ir a óbito antes de completarem o primeiro ano de vida. 

 

Com uma gota de sangue do pezinho, o diagnóstico fica pronto em poucos dias e, após a confirmação diagnóstica de que o bebê não é portador de SCIDS, este poderá receber a vacina BCG  e outras vacinas de microrganismos vivos normalmente. 

PARCERIA COM:

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Você sabe o que são

IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS?

 

IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS OU CONGÊNITAS

São um grupo de transtornos do sistema imunológico, que envolve células de defesa, a produção de anticorpos e outros componentes. Podem ocorrer em qualquer ser humano e ter manifestações em qualquer época da vida.

As imunodeficiências graves têm manifestação precoce, ou seja, antes do primeiro ano de vida e são conhecidas como SCIDS ou imunodeficiências combinadas.

Uma de suas principais características é a presença de infecções severas e de  repetição, principalmente por vírus e outros germes oportunistas, embora se saiba atualmente, que indivíduos com imunodeficiências primárias também podem desenvolver alergia, doença inflamatória ( principalmente intestinal), neoplasias (câncer) e doenças autoimunes.

 

As imunodeficiências primárias apresentam-se com muitas faces, por isso, só o diagnóstico precoce poderá direcionar o melhor tratamento e salvar vidas.

 

Como posso saber se meu bebê tem imunodeficiência primária?

O exame do pezinho, padronizado para todos os bebês do Brasil, pode diagnosticar inúmeras doenças logo após o nascimento.

Em 2005, pesquisadores americanos desenvolveram a triagem neonatal (TN) para SCID  (Imunodeficiências combinadas), que consiste na quantificação de TRECs (do inglês–T-Cell Receptor Excision Circles) por Reação de Cadeia de Polimerase - PCR em tempo real (qRT-PCR). 

TRECs são pequenos pedaços circulares de DNA formados durante o processamento do timo, um órgão importante na imunidade do feto e do recém-nascido, durante o rearranjo dos genes do receptor de célula T.

Como não se reproduzem durante a divisão celular, os TRECs funcionam como marcadores para o número de células T naïve (virgens) recentemente produzidas no timo. As TRECs estão diminuídas em todas as formas de SCID.

O teste do pezinho é o único meio de se detectarem as SCID antes que as infecções se instalem, pois mais de 80% dos portadores casos não têm história familiar positiva para imunodeficiência primária.

O BRAGID, Grupo Brasileiro de Imunodeficiências (fundado em 2001) juntamente com o LAGID, Grupo Latino americano de (fundado no Chile, em 1997), vêm desenvolvendo um trabalho de apoio aos médicos para o diagnóstico precoce das imunodeficiências primárias e para a conscientização da população.

 Em 2007, o Bragid, teve o reconhecimento da Fundação Jefrey Modell (JMF) (www.info4pi.org) e a partir de então, é o Centro Jeffrey Modell do Brasil, com melhores recursos para a elaboração e a distribuição de material de educação médica e da população geral para as Imunodeficiências Primárias.  Pôde então  distribuir cerca de 50.000 folhetos e cartões por todo o país.

Atualmente, o BRAGID conta com o apoio e a colaboração  de imunologistas,  da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia) e da  SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), que apoiam  investigação diagnóstica de imunodeficiências Primárias antes da vacinação BCG.

 

Diagnóstico de Imunodeficiências no teste do pezinho (triagem neonatal)

 

O Bragid, vem, há muito tempo, pleiteando junto ao Ministério da Saúde a inclusão da investigação para imunodeficiências primárias graves {deficiência de células T, de células B e células NK (Natural Killer)} - SCIDS e também para defeitos graves na produção de anticorpos –Agamaglobulinemia, junto com os demais exames, no teste do pezinho. .

Através de uma gota de sangue  do calcanhar do recém-nascido as investigações para SCIDs e AGAMA podem ser realizada  em apenas 5 dias úteis.  Além de direcionar para o tratamento precoce, essas investigações irão  estimar a verdadeira incidência  de Imunodeficiências primárias na população infantil brasileira.

Até o momento, apesar de haver uma ação pública para a padronização nacional, essa realidade ainda não se concretizou, mas acreditamos, será em breve, mais uma conquista do BRAGID.  

Ainda, muitas crianças ainda morrem de infecções graves por falta de diagnóstico, não tendo oportunidade para alcançar o transplante de medula óssea, a única forma de tratamento para esses casos, no Brasil..

A triagem para SCIDs e Agamaglobulinemia nos primeiros dias de vida, poderá direcionar essas crianças para o tratamento precoce, a sobrevivência e uma vida com qualidade.

 

Conscientização: a melhor forma de prevenção!

 

O Brasil preocupa-se com o controle de muitas doenças endêmicas e epidêmicas e apresenta um amplo programa de vacinações. Algumas vacinas de microrganismos vivos, como a BCG, é indicada logo no início da vida, todavia, bebês com imunodeficiências primárias graves poderão desenvolver complicações severas após a  vacinação, além de infecções severas. O mesmo pode ocorrer após a vacina de Rotavirus, a vacina de Varicela e outras, compostas de vírus ou bactérias vivas.

A BCG, acina contra tuberculose, é uma das primeiras vacinas e é mais seguro que se saiba, antes de que cada bebê de ser vacinado, se este é portador de imunodeficiência primária grave. O exame é muito rápido, com resultado em 5 dias leis após a coleta, e com isso não atrasa a vacinação.

Com uma gotinha do calcanhar do bebê, é possível diagnosticar as imunodeficiências primárias graves.

 

Antes de vacinar, é fundamental diagnosticar.

 

Vacinas são meios seguros e eficazes de se evitarem doenças infectocontagiosas.

 Devemos vacinar nossas crianças. Deixar de vaciná-las tem acarretado o retorno de muitas doenças anteriormente controladas.

A vacinação, porém, deve ser realizada de forma responsável e com embasamento científico, para que possa acarretar risco mínimo ou nenhum risco para cada vacinado.

Muitas vacinas de microrganismos vivos são importantes para a proteção contra doenças graves, mas podem causar complicações muito graves em crianças com imunodeficiências primárias.

A  vacina BCG, composta de bacilos da tuberculose vivos e atenuados, pode ser perfeitamente aplicada até o primeiro mês de vida, sem risco para o recém-nascido.

Bebês prematuros têm de esperar por 3 a 4 meses antes de receberem a BCG, até que atinjam 2,0 kg de peso e isso não tem aumentado o risco de adquirirem tuberculose..

Antes de receberem a vacina BCG, é fundamental o diagnóstico  de imunodeficiências primárias graves ( SCIDS e Agamaglobulinemia). O resultado sai em um prazo muito curto (5 dias úteis),   se estiver normal,  a vacina BCG poderá ser administrada com segurança.

A Clínica imunity é um posto de coleta para SCID e AGAMA e tem com princípio, não vacinar suas crianças com a BCG antes de investigar imunodeficiencia grave. Em parceria com os laboratórios Immunogenic
(laboratório que realiza os exames para a APAE) e DLE.

Uma gota de sangue do pezinho do bebê é suficiente para a investigação diagnóstica.

 

10 sinais de Alerta para Imunodeficiência Primária - IDP

De acordo com a
European Society for Immunodeficiencies - ESID, e traduzidos pelo Grupo Brasileiro de Imunodeficiência – BRAGID, há

Sinais que indicam fortemente a presença de imunodeficiência, conforme descritos abaixo:

 

C r i t é r i o s C l í n i c o s d e I m u n o d e f i c i ê n c i a P r i m á r i a (I D P )
Olga Akiko Takano

 

SINAIS DE ALERTA PARA IDP NA CRIANÇA

1 Duas ou mais pneumonias no último ano

2 Quatro ou mais novas otites no último ano

3 Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses

4 Abscessos de repetição ou ectima

5 Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia)

6 Infecções intestinais de repetição/ Diarréia crônica

7 Asma grave, Doença do colágeno ou Doença autoimune

8 Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria

9 Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência

10 História familiar de imunodeficiência
 

Fonte: Adaptação da Fundação Jeffrey Modell e da Cruz Vermelha Americana; http://www.imunopediatria.org.br/

 

SINAIS DE ALERTA PARA IDP NO 1º ANO DE VIDA

 

1 Infecções fúngicas, virais e/ou bacterianas persistentes ou graves

2 Reação adversa a vacinas de germe vivo, em especial BCG

3 Diabetes mellitus persistente ou outra doença autoimune e/ou inflamatória

4 Quadro sepse-símile, febril, sem identificação de agente infeccioso

5 Lesões cutâneas extensas

6 Diarréia persistente

7 Cardiopatia congênita (em especial, anomalias dos vasos da base)

8 Atraso na queda do coto umbilical (>30 dias)

9 História familiar de imunodeficiência ou de óbitos precoces por infecção

10 Linfocitopenia (<2.500 células/mm3) ou outra citopenia, ou leucocitose sem

infecção, persistentes

11 Hipocalcemia com ou sem convulsão

12 Ausência de imagem do timo ao"raio-x de tórax

 

Fonte: Carneiro-Sampaio M, Jacob CM, Leone CR. A proposal of warning signs for primary immunodeficiencies in the first year of life. Pediatr Allergy Immunol 2011;22:345; http://cobid.com.br/imunodeficiencia-primaria/informao-geral

 

 

SINAIS DE ALERTA PARA IDP NO ADULTO

 

1 Duas ou mais novas Otites no período de 1 ano

2 Duas ou mais novas Sinusites no período de 1 ano na ausência de alergia

3 Uma pneumonia por ano por mais que 1 ano

4 Diarréia crônica com perda de peso

5 Infecções virais de repetição (resfriados, herpes, verrugas, condiloma)

6 Uso de antibiótico intravenoso de repetição para tratar infecção

7 Abscessos profundos de repetição na pele ou órgãos internos

8 Monilíase persistente ou infecção fúngica na pele ou qualquer lugar

9 Infecção por Micobactéria tuberculosis ou atípica

10 História familiar de imunodeficiência

Fonte: Adaptação da Fundação Jeffrey Modell; ttp://www.imunopediatria.org.br/

 

A BRAGID (Grupo Brasileiro de Investigação de Imunodeficiências), juntamente com a LASID (Associação Latino Americana de Imunodeficiências), vem lutando há anos, para que os portadores de imunodeficiências primárias sobrevivam, desenvolvam menos infecções severas e evoluam com uma boa qualidade de vida.

Há anos, a BRAGID vem solicitando ao Ministério da Saúde a inclusão da investigação de imunodeficiências primárias no exame do pezinho ( triagem neonatal). Apesar dessa luta constante, infelizmente ainda não é possível ajudar a maior parte dos bebês brasileiros  com este neste diagnóstico,.

Essa triste realidade ainda leva a óbito muitos portadores de imunodeficiências que poderiam sobreviver caso fossem investigado logo após o nascimento.

 

Quais exames podem detectar imunodeficiência em meu bebê logo após o nascimento?

Um exame que pode ser realizado logo após o nascimento e, de preferência antes do bebê receber a primeira vacina, a BCG, é o SCID. Pode ser realizado com apenas uma gotinha de sangue do calcanhar do bebê e irá detectar a presença de Imunodeficiência Combinada Grave, um tipo de deficiência do sistema imunológico que compromete a produção de anticorpos e a capacidade das células da imunidade atacarem os microrganismos.

Crianças com SCID, têm uma maior predisposição a desenvolver reação severa às vacinas de microrganismos vivos, como a BCG, a vacina de Rotavirus, febre amarela e outras, podendo ir a óbito após a vacinação pois desenvolvem as doenças as quais as vacinas iriam proteger.

A única forma de salvar a vida destes bebês é através do transplante de medula óssea. No Brasil, com a morosidade para a realização do transplante, infelizmente, muitos bebês evoluem para a morte, antes mesmo de serem transplantados.

Outro exame que pode ser realizado também na fase neonatal, é a pesquisa de  Agamaglobulinemia, cuja  característica é a incapacidade total d o sistema imunológico produzir anticorpos. Para esse exame, também é utilizada uma gotinha de sangue do calcanhar do recém-nascido.

 

SCID: um exame simples, somente com a coleta de uma gotinha de sangue

Alguns laboratórios realizam a investigação de imunodeficiência primária. Esses exames estão disponíveis ainda, somente na rede privada, podendo ser feitos isoladamente, ou como complemento do exame do pezinho ampliado. Infelizmente, não estão disponíveis gratuitamente para toda a população de recém-nascidos brasileiros.

 

A orientação traz a conscientização

 

Temos a obrigação de orientar nossos pacientes e toda a população através  de nossos veículos de comunicação, da importância da investigação diagnóstica  de IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS no EXAME DO PEZINHO, de todos os bebês nascidos no Brasil.

LASID - BRAGID
Responsável por muitas vitórias em prol do diagnóstico e tratamento das imunodeficiências Primárias

Grupo Brasileiro de Imunodeficiências (BRAGID) foi criado para oferecer aos médicos acesso a informações sobre as Imunodeficiências Primárias (IDP).

Estas doenças, consideradas raras no passado, vem sendo cada vez mais diagnosticadas e melhor tratadas. As primeiras IDP descritas apresentavam como característica marcante a maior susceptibilidade a infecção, seja ela de repetição, grave ou mesmo causada por germes oportunistas.

O crescente número de doenças descritas (atualmente cerca de 200 doenças diferentes) trouxe um maior conhecimento destas doenças, de forma que, em algumas delas há susceptibilidade a um grupo muito específico de patógenos e outras não cursam com infecção.

Há importante interface das IDP com doenças infecciosas, autoimunes, alérgicas, auto inflamatórias e neoplasias.

Na maioria das vezes são doenças complexas que necessitam de tratamento multidisciplinar.

 

Apoiemos esta luta.

Dra. Maria do Carmo Duarte Oliveira
Pediatra - Neonatologista

Membro participante da BRAGID – Brazlian Group for Immunodeficiency

Associada ASBAI – Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

 

Fontes:

  1. http://www.bragid.org.br/index.php
  2. http://www.asbai.org.br/
  3. https://esid.org/
  4. http://www.sbp.com.br/
  5. http://www.clinimmsoc.org/

APOIO:

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