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SINAIS DE ALERTA PARA IDP NA CRIANÇA

1 Duas ou mais pneumonias no último ano

2 Quatro ou mais novas otites no último ano

3 Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses

4 Abscessos de repetição ou ectima

5 Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia)

6 Infecções intestinais de repetição/ Diarréia crônica

7 Asma grave, Doença do colágeno ou Doença autoimune

8 Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria

9 Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência

10 História familiar de imunodeficiência
 

Fonte: Adaptação da Fundação Jeffrey Modell e da Cruz Vermelha Americana; http://www.imunopediatria.org.br/

 

SINAIS DE ALERTA PARA IDP NO 1º ANO DE VIDA

 

1 Infecções fúngicas, virais e/ou bacterianas persistentes ou graves

2 Reação adversa a vacinas de germe vivo, em especial BCG

3 Diabetes mellitus persistente ou outra doença autoimune e/ou inflamatória

4 Quadro sepse-símile, febril, sem identificação de agente infeccioso

5 Lesões cutâneas extensas

6 Diarréia persistente

7 Cardiopatia congênita (em especial, anomalias dos vasos da base)

8 Atraso na queda do coto umbilical (>30 dias)

9 História familiar de imunodeficiência ou de óbitos precoces por infecção

10 Linfocitopenia (<2.500 células/mm3) ou outra citopenia, ou leucocitose sem

infecção, persistentes

11 Hipocalcemia com ou sem convulsão

12 Ausência de imagem do timo ao"raio-x de tórax

 

Fonte: Carneiro-Sampaio M, Jacob CM, Leone CR. A proposal of warning signs for primary immunodeficiencies in the first year of life. Pediatr Allergy Immunol 2011;22:345; http://cobid.com.br/imunodeficiencia-primaria/informao-geral

 

 

SINAIS DE ALERTA PARA IDP NO ADULTO

 

1 Duas ou mais novas Otites no período de 1 ano

2 Duas ou mais novas Sinusites no período de 1 ano na ausência de alergia

3 Uma pneumonia por ano por mais que 1 ano

4 Diarréia crônica com perda de peso

5 Infecções virais de repetição (resfriados, herpes, verrugas, condiloma)

6 Uso de antibiótico intravenoso de repetição para tratar infecção

7 Abscessos profundos de repetição na pele ou órgãos internos

8 Monilíase persistente ou infecção fúngica na pele ou qualquer lugar

9 Infecção por Micobactéria tuberculosis ou atípica

10 História familiar de imunodeficiência

Fonte: Adaptação da Fundação Jeffrey Modell; ttp://www.imunopediatria.org.br/

 

A BRAGID (Grupo Brasileiro de Investigação de Imunodeficiências), juntamente com a LASID (Associação Latino Americana de Imunodeficiências), vem lutando há anos, para que os portadores de imunodeficiências primárias sobrevivam, desenvolvam menos infecções severas e evoluam com uma boa qualidade de vida.

Há anos, a BRAGID vem solicitando ao Ministério da Saúde a inclusão da investigação de imunodeficiências primárias no exame do pezinho ( triagem neonatal). Apesar dessa luta constante, infelizmente ainda não é possível ajudar a maior parte dos bebês brasileiros  com este neste diagnóstico,.

Essa triste realidade ainda leva a óbito muitos portadores de imunodeficiências que poderiam sobreviver caso fossem investigado logo após o nascimento.

 

Quais exames podem detectar imunodeficiência em meu bebê logo após o nascimento?

Um exame que pode ser realizado logo após o nascimento e, de preferência antes do bebê receber a primeira vacina, a BCG, é o SCID. Pode ser realizado com apenas uma gotinha de sangue do calcanhar do bebê e irá detectar a presença de Imunodeficiência Combinada Grave, um tipo de deficiência do sistema imunológico que compromete a produção de anticorpos e a capacidade das células da imunidade atacarem os microrganismos.

Crianças com SCID, têm uma maior predisposição a desenvolver reação severa às vacinas de microrganismos vivos, como a BCG, a vacina de Rotavirus, febre amarela e outras, podendo ir a óbito após a vacinação pois desenvolvem as doenças as quais as vacinas iriam proteger.

A única forma de salvar a vida destes bebês é através do transplante de medula óssea. No Brasil, com a morosidade para a realização do transplante, infelizmente, muitos bebês evoluem para a morte, antes mesmo de serem transplantados.

Outro exame que pode ser realizado também na fase neonatal, é a pesquisa de  Agamaglobulinemia, cuja  característica é a incapacidade total d o sistema imunológico produzir anticorpos. Para esse exame, também é utilizada uma gotinha de sangue do calcanhar do recém-nascido.

 

SCID: um exame simples, somente com a coleta de uma gotinha de sangue

Alguns laboratórios realizam a investigação de imunodeficiência primária. Esses exames estão disponíveis ainda, somente na rede privada, podendo ser feitos isoladamente, ou como complemento do exame do pezinho ampliado. Infelizmente, não estão disponíveis gratuitamente para toda a população de recém-nascidos brasileiros.

 

A orientação traz a conscientização

 

Temos a obrigação de orientar nossos pacientes e toda a população através  de nossos veículos de comunicação, da importância da investigação diagnóstica  de IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS no EXAME DO PEZINHO, de todos os bebês nascidos no Brasil.

LASID - BRAGID
Responsável por muitas vitórias em prol do diagnóstico e tratamento das imunodeficiências Primárias

Grupo Brasileiro de Imunodeficiências (BRAGID) foi criado para oferecer aos médicos acesso a informações sobre as Imunodeficiências Primárias (IDP).

Estas doenças, consideradas raras no passado, vem sendo cada vez mais diagnosticadas e melhor tratadas. As primeiras IDP descritas apresentavam como característica marcante a maior susceptibilidade a infecção, seja ela de repetição, grave ou mesmo causada por germes oportunistas.

O crescente número de doenças descritas (atualmente cerca de 200 doenças diferentes) trouxe um maior conhecimento destas doenças, de forma que, em algumas delas há susceptibilidade a um grupo muito específico de patógenos e outras não cursam com infecção.

Há importante interface das IDP com doenças infecciosas, autoimunes, alérgicas, auto inflamatórias e neoplasias.

Na maioria das vezes são doenças complexas que necessitam de tratamento multidisciplinar.

 

Apoiemos esta luta.

Dra. Maria do Carmo Duarte Oliveira
Pediatra - Neonatologista

Membro participante da BRAGID – Brazlian Group for Immunodeficiency

Associada ASBAI – Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

 

Fontes:

  1. http://www.bragid.org.br/index.php
  2. http://www.asbai.org.br/
  3. https://esid.org/
  4. http://www.sbp.com.br/
  5. http://www.clinimmsoc.org/

Apoio:

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